Primárias democratas nos Estados de Kentucky e Oregon. A disputa entre os senadores Hillary Clinton e Barack Obama pela indicação do nome do partido para concorrer à Casa Branca continua. “Estou falando de Des Moines, em Iowa, mas não peguei o avião errado”, brinca Sérgio Dávila, que explica o motivo pelo qual não está em nenhum dos dois Estados onde estão sendo realizadas as primárias democratas. “Está previsto que a Hillary leve o primeiro Estado e Obama o segundo, mas ele decidiu que vai celebrar a vitória aqui no Iowa, onde começou processo o atual democrata no dia 3 de janeiro”, diz o jornalista, que completa. “O então azarão Obama ganhou inesperadamente aqui no Estado, e isso foi o pontapé inicial da candidatura dele.”
“Havia indicações de que Obama comemoraria a vitória, mas por causa da reação dos eleitores da Hillary eles recuaram e decidiram comemorar a maioria conquistada”, conta o jornalista, sobre as mudanças decididas pelo comando da campanha do senador. “Eles vão dizer que Obama ultrapassou a maioria dos delegados, pois não quer romper com a Hillary e com 17 milhões que votaram nela”, analisa Dávila ao lembrar dos três universos onde a senadora se sai bem nas urnas: os operários brancos, as mulheres mais velhas e os eleitores com curso superior. “Sem eles ninguém é eleito e Obama sabe bem isso, não pode romper tão publicamente com a Hillary como seria se fizesse o discurso de vitória.”
“O que interessa é o que vai acontecer depois das primárias, nos discursos de hoje à noite, e como Hillary e Obama vão proceder daqui pra frente”, diz Dávila. “Obama vai ser cuidadoso, vai criar um ponte em direção a Hillary, e a senadora é fator surpresa: ou se mantém na disputa ou cai na real e começa a planejar uma corrida compartilhada à Casa Branca”,